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acesso será gratuito para os sites ponto com e ponto org,
ou seja, os do governo, universidades, ONGs, entre outros. Para
navegar em outras páginas, o usuário deverá
pagar um valor ainda a ser definido.
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O ministro
das Comunicações, Juarez Quadros, assinou o contrato
com a Gilat do Brasil para a implantação do Gesac
(Governo Eletrônico Atendimento ao Cidadão). Em novembro,
a provedora iniciará a instalação dos primeiros
terminais de acesso público à Internet, chegando até
o fim do ano a 820 computadores em funcionamento. Até abril
de 2003, os 3.500 terminais previstos no contrato deverão
estar instalados em 2.734 localidades com mais de 10 mil habitantes
indicadas pelo Ministério.
Segundo o presidente da Gilat, Paulo Pinto, o acesso à Internet
será via satélite, utilizando a banda Ku. Mas, a Gilat
ainda negocia que satélite utilizará para prestar
o serviço. Hoje, a provedora utiliza os serviços da
Star One. A Gilat também aguardava a assinatura do contrato
para fechar o contrato de aquisição dos equipamentos.
O presidente da empresa informou que todos os equipamentos a serem
utilizados serão fabricados no Brasil.
A configuração do terminal ainda não foi definida,
segundo Paulo Ricardo Pinto, mas ele antecipou que o sistema operacional
a ser utilizado será o Windows. Mas o executivo destacou
que o usuário terá acesso apenas ao browser de navegação.
O acesso será gratuito para os sites ponto com e ponto org,
ou seja, os do governo, universidades, ONGs, entre outros. Para
navegar em outras páginas, o usuário deverá
pagar um valor que deverá ser definido ainda este mês.
O tempo máximo para a navegação será
de 20 minutos, e o usuário poderá também imprimir
até cinco páginas.
A assinatura do contrato e o rápido início da instalação
dos terminais representam, segundo o ministro, uma oportunidade
de não se perder os recursos do orçamento previstos
para este ano, que totalizam R$ 70,5 milhões para o programa,
ou seja, boa parte dos R$ 77,9 milhões oferecidos pela Gilat
pelo contrato.
Para a empresa, no entanto, a receita adicional com a venda de cartões
será "superficial". Paulo Pinto explicou ainda
que essas receitas terão que ser deduzidas do valor pago
pelo governo no contrato.
Na América Latina, a Gilat presta serviços na Colômbia,
Equador, Chile e Peru. Com o programa no Brasil, a expectativa é
a de que sejam criados 500 empregos diretos e indiretos. Os primeiros
terminais deverão ser instalados em Belo Horizonte (MG),
local onde a empresa pretende montar seu centro de gerência
e supervisão.
Segundo Quadros, as instalações estabelecidas no edital
de licitação deverão permitir a ampliação
do programa para até 6.000 acessos, atendendo também
às localidades com menos de 10 mil habitantes.
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