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Projeto de acesso gratuito do governo entra em operação em novembro
(Computerworld - Patrícia Gomes)

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O acesso será gratuito para os sites ponto com e ponto org, ou seja, os do governo, universidades, ONGs, entre outros. Para navegar em outras páginas, o usuário deverá pagar um valor ainda a ser definido.

O ministro das Comunicações, Juarez Quadros, assinou o contrato com a Gilat do Brasil para a implantação do Gesac (Governo Eletrônico Atendimento ao Cidadão). Em novembro, a provedora iniciará a instalação dos primeiros terminais de acesso público à Internet, chegando até o fim do ano a 820 computadores em funcionamento. Até abril de 2003, os 3.500 terminais previstos no contrato deverão estar instalados em 2.734 localidades com mais de 10 mil habitantes indicadas pelo Ministério.

Segundo o presidente da Gilat, Paulo Pinto, o acesso à Internet será via satélite, utilizando a banda Ku. Mas, a Gilat ainda negocia que satélite utilizará para prestar o serviço. Hoje, a provedora utiliza os serviços da Star One. A Gilat também aguardava a assinatura do contrato para fechar o contrato de aquisição dos equipamentos. O presidente da empresa informou que todos os equipamentos a serem utilizados serão fabricados no Brasil.

A configuração do terminal ainda não foi definida, segundo Paulo Ricardo Pinto, mas ele antecipou que o sistema operacional a ser utilizado será o Windows. Mas o executivo destacou que o usuário terá acesso apenas ao browser de navegação.
O acesso será gratuito para os sites ponto com e ponto org, ou seja, os do governo, universidades, ONGs, entre outros. Para navegar em outras páginas, o usuário deverá pagar um valor que deverá ser definido ainda este mês. O tempo máximo para a navegação será de 20 minutos, e o usuário poderá também imprimir até cinco páginas.

A assinatura do contrato e o rápido início da instalação dos terminais representam, segundo o ministro, uma oportunidade de não se perder os recursos do orçamento previstos para este ano, que totalizam R$ 70,5 milhões para o programa, ou seja, boa parte dos R$ 77,9 milhões oferecidos pela Gilat pelo contrato.
Para a empresa, no entanto, a receita adicional com a venda de cartões será "superficial". Paulo Pinto explicou ainda que essas receitas terão que ser deduzidas do valor pago pelo governo no contrato.

Na América Latina, a Gilat presta serviços na Colômbia, Equador, Chile e Peru. Com o programa no Brasil, a expectativa é a de que sejam criados 500 empregos diretos e indiretos. Os primeiros terminais deverão ser instalados em Belo Horizonte (MG), local onde a empresa pretende montar seu centro de gerência e supervisão.
Segundo Quadros, as instalações estabelecidas no edital de licitação deverão permitir a ampliação do programa para até 6.000 acessos, atendendo também às localidades com menos de 10 mil habitantes.



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