Lembrei do fato esta semana. Um
dos meus discos rígidos deu pane e não consegui acessá-lo.
Todos os meus dados estavam nele. Não são moedas,
mas têm seu valor. A incerta recuperação do
equipamento custa hoje no mercado de R$ 300 a R$ 800.
Era a hora da verdade. Analisar
se realmente a metodologia cotidiana de preservação
dos meus dados era a mais adequada. O meu cofre, entretanto, estava
também um pouco "úmido": muitas informações
recentes não se apresentaram atualizadas. Consegui - com
dificuldade e ajuda de amigos -, recuperar o disco rígido.
Durante a semana pensei bastante
sobre o problema e modifiquei a sistemática de encarar a
preservação dos documentos. Meus arquivos completos,
mesmo compactados, ocupam mais de três CDs. Na verdade, a
maioria desse volume é de informações que não
consulto há anos.
Passei todos os dados antigos para
CD-Rs de boa qualidade (Sony) e limpei as pastas de trabalho. Produzi
etiquetas bem documentadas para fácil identificação
de cada um deles. Criei também um diretório "arquivo_morto"
no computador. Assim, tenho cópias garantidas no CD e uma
recuperação rápida no disco rígido.
Dessa forma, eliminando centenas
de arquivos desnecessários, posso agora fazer cópias
diárias do que é fundamental. Selecionei as pastas
dos documentos recentes e das mensagens do programa de correio,
as assinaturas, as respostas-padrão e os filtros. E ainda
os modelos e o dicionário pessoal do Word, além dos
Favoritos do Internet Explorer, o Quick Launch do Windows (onde
estão as configurações das minhas barras de
rodapé) e os dados do Palm.
Periodicamente, retirarei os documentos
mais antigos sistematicamente do backup diário e os passarei
para o arquivo morto tanto no disco rígido quanto nos CDs.
O processo realmente precisa ser fácil e confortável.
A melhor ferramenta que encontrei para realizá-lo foi a brasileira
Brazip (www.brazip.com.br), que é um shareware.
Ela permite:
- Gravar os dados em formato .zip em três
lugares diferentes, ao mesmo tempo. Por exemplo: uma máquina
da rede local, o CD e a internet, via FTP.
- Criar um atalho na área de trabalho, para
acionar o script rapidamente.
- Atualizar automaticamente os diretórios,
incluindo os itens apagados, concluir a operação,
mesmo com erro, e informar os arquivos que não foram copiados
adequadamente.
- Programar as datas de atualização.
Moral do artigo: tive a chance de recuperar meus
dados no disco rígido por pura sorte e repensei o processo.
Recordei, na seqüência, de um antigo ditado que diz: